Salmo 121 – Comentários bíblicos e de Bíblias de estudo

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Reavivados por Sua Palavra

Introdução.O Salmo 121 é uma bela canção de confiança e segurança em Deus. De todo o patrimônio poético hebraico, este é um dos poemas bíblicos mais apreciados. Davi compôs o Salmo 121 no deserto de Parã [sul de Israel], imediatamente depois de saber da morte de Samuel (PP, 664). Quando se deu conta de que seu último amigo terreno influente se fora, ele se voltou ao Senhor como único auxílio que lhe restou. O salmo tem sido uma grande bênção a milhares de pessoas que vez ou outra se encontraram em circunstâncias parecidas com as que o salmista se encontrava. O Salmo 121 era cantado pelos peregrinos a caminho das festas anuais a Jerusalém. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol.3, p. 1019.

A vigilância perpétua de Deus sobre aqueles que se inclinam para Ele. É um grande apelo para confiarmos em Deus em todas as circunstâncias.

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O QUE É PERDOAR?

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Pe. José Artulino Besen

“Não tem compaixão para com o homem, seu semelhante, e ousa pedir o perdão de seus pecados?” (Eclo 28,4)

O Filho Pródigo – Arturo Martini

Perdoar é um dos mais nobres gestos de que é capaz o ser humano. E também um dos mais difíceis. Quem sabe perdoar, praticamente atingiu a perfeição, pois viver sem ódio, sem mágoa, livre de todo ressentimento é possuir a verdadeira sabedoria de viver. Acima de tudo, quem sabe perdoar compreende de modo pleno uma das maiores necessidades do ser humano: ser perdoado sempre. Se errar faz parte da fraqueza humana, ser perdoado é o único caminho para ser redimido do erro. Quem não recebe o perdão, praticamente está impossibilitado de se recuperar. Negar o perdão é condenar o que errou a permanecer no erro.

O que é perdoar? É admitir que a fraqueza humana esteja sempre presente, mesmo na pessoa que vive na mais…

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Samira – Degustação

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GENIAL!

Coração Peludo

 

outono de 1975

Era enfeitiçado pela Samira.

Vidrado desde que leu um poema de Malba Tahan no dias dos professores.

Edgard tinha tentando namorar com ela. Tomou um fora do tamanho da Arábia.

Negrãozinho nem começou dar o plá e levou um alaúde no meio dos olhos!

Eu, gamado, fazia cara de esfiha e ficava de longe moitando.

Até que a Ivone fez a mumunha: Samira gostava de mim!!

Logo depois no bailinho da Ana Paula, pedi para dançar com ela.

Ela aceitou!!

Depois da segunda lenta, sussurrei sobre um namoro nosso.

Ela, firme, disse que ia pensar.

— Quando?

— Amanhã.

 … e na tarde seguinte estávamos andando de mãos dadas pelo bairro.

Foram mais de quatro meses de namoro na sala, conversas boas e muitas bitoquinhas. Kibes no lanche da tarde.

Mais de quatro meses de festinhas, musicas lentas, samba rock e abraços no portão. Dança do…

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ELEONORA ou quando uma professora de matemática não tem o que fazer

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Bombons Sortidos

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Estou farta do logaritmo abandonado. Logaritmo mal compreendido. Logaritmo só para a prova. Greve de motoristas, não consigo ir para a escola. Kebom!! Não ponho o meu carro para rodar por nada deste mundo!!! Circunferência. Conjuntos numéricos. Potenciação e radiciação. Teorema de Thales: Duas pessoas, sendo uma delas eu, cortam-se, destrói até não sobrar nada para recordar e nem tem felicitações no face.O pessoal do estado podia detonar uma greve também, né? Tomara! Função de Segundo grau. Inequacões de Primeiro grau. Números irracionais. Siririca com a mão esquerda. Zero, esse nada que é tudo! Café. Os números governam o mundo. Um cigarro. Vontade de poetar. Os pontos não têm partes nem dimensões. Existo e ponto. Existem em ponto. Tenho nome de santa. Nasci em 21 de fevereiro. Peixes e uma senhora dragão no Chinês. Totalmente emancipada, por isso as táticas fortemente arquitetadas contra ela não levarão a parte nenhuma…

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FRAGMENTOS DO DISCURSO AMOROSO

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Bombons Sortidos

swing

INTERIOR – QUARTO – NOITE
Somente se vê a MULHER (compleição atlética, músculos dos braços bem torneados, pernas muito grossas, não mais do que 30 anos) em posição de receber uma relação sexual por trás. Nua. Demostra estar excitada.
Ouve-se de fundo, com letra e melodia, a canção: “Qualquer Coisa” de Caetano Veloso.
Ela olha para trás e arregala os olhos: temor.
Sente uma forte estocada e demonstra dor. Depois, conforme a movimentação vigorosa ocorre, expressa prazer. Morde os lábios, balança a cabeça, revira os olhos, sorri, ri e grita. Fade in e cessa a musica.

Comentário1 – É um flashback ou um flash forward? Esta mania que tem em escrever em “picadinhos” não dá futuro, honey!! Seus “leitores” não entendem muito bem, sabia?

INTERIOR – QUARTO – DIA (MANHÃ)
O HOMEM (estatura mediana, flácido e quase obeso, 40 anos) veste apenas a calça do pijama. A mulher, a mesma…

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Valdir meu pequeno palhaço

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Quem é o palhaço?Aquele que tem as roupas largas?
O do sapato grande demais para seus pés?
O do nariz de bolinha vermelha?
Isso significa algo? Fui pesquisar…
Sim…. até o nariz tem que ser engraçado.
Para chamar a atenção uma cor bem vibrante!
Só para fazer alguém sorrir, tem que chamar a atenção.
O Valdir ficava com o dele vermelho quando chorava.
Quando os meninos grandes vinham para bater nele…
Eu dizia:
Corre!
Eu te escondo atrás da geladeira, só saia quando eu falar ta?
Eu tenho vergonha de ser quase da estatura dele…
Eu que tenho pouco e não uso sapatos e poderia fazer mais;
Isso não tem graça nenhuma.
Hoje tenho boca para contar essa história de um menino…
Que a vida o fez de palhaço.
Ele que devia ter de nove a 10 anos e me disse:
Tia você tem um sapato ou tênis para me dar?
Eu respondi com uma pergunta:
Que número você calça Valdir?
Tia eu calço 34, 35, 36, 37, 38, 39 e até 40
O que você me der eu ponho no pé.
E com cadarço!
Posso me esquecer de muitas coisas na vida.
Menos das histórias do dia a dia com o Valdir.
Não sei por onde ele anda hoje, nem se ainda ele
Anda na terra, e se usa sapatos novos e quem sabe
não é um doutor…
Mas se há um menino palhaço que nunca vou esquecer
será ele. O pequeno, mirrado, baixotinho que o apelidaram
ele de ‘Toré’.
Eu não faço mais coleção de sapatos, acho uma
palhaçada.

Maria Delmond

No rancho dos Flor…

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Os Flores eram uma família de pescadores ribeirinhos que tinham mais que fome. Eles viviam de pegar isca viva no riachinho raso do rancho do areeiro de onde os parentes ricos foram deixando eles morarem. E de tão pobres foram ficando, ficando… E terra foi ficando caro e queriam por toda lei tirar os Flor de lá. Quanto mais o rico tem mais quer terra, só pra dizer que tem.
Mas eles eram quatro irmãos que trabalhavam entre si e moravam perto, de parede e meia… Era um povo humilde e acolhedor. Não dava para fazer muito, mas era um lugar que eu gostava de ir pra observar, levar meus filhos para refletir e pensar na vida.
Sempre tinha um tatu com muito alho cheirando frito com casco e tudo na panela, sobre o fogão de lenha.
E eu agradecia… Se por dó do bicho ou dos meninos.
Tinha vez que não dava, não descia muito não, arriscava provar pra não fazer feio com uma mandioca até descia.
Acredite quem quiser… E eles não caçavam não, eram os cachorros perdigueiros que ‘encantoavam’ o bicho no buraco;
e eles vinham só com a fisga, de tanto que já era o costume. Escutavam os cachorros latir no barranco com um latido único segundo eles, não dava outra, era tatu.
Só faltava o latido pegar uma entonação diferente para distinguir a qualidade, se era peba, canastra, galinha, bolinha etc… (exagero).
Diziam que era Deus quem botava eles por lá.
Coisa de contar pra o Ibama ou pra os direitos humanos. Deixa pra lá!
Eram moradores numas casas de pau a pique, baixinhas e com aquela criançada toda, que brincava no terreiro que só se via os olhos de limpo, o resto era terra vermelha. Eram felizes e obedientes e vinham abraçar e contar alguma coisa interessante… e o pai olhava torto se não juntassem as mãozinhas para pedir a benção.
Eles produziam húmus de minhoca, em carcaça de geladeira velha, faziam algo em construção civil mas era longe da cidade.
Mas eram um povo magrinho de dar dó, diziam que era de família, deveria ser mesmo, não havia ninguém alto por lá.
Jesus!
Meio envergonhados, alimpavam o banco pra dar para as visitas se assentar, um copo de água fria, e levar uma prosa e contar uns causos…
Uma coisa bem primitiva mesmo, tinha o tereré, a pinga, que era coisa de gente grande na roda do truco. Às vezes acabava em briga, nada de puxar faca, só bate boca entre irmãos. Depois risadas e banho no riacho.
Lá se comia ave tucano, peixe cará, coelho do mato, nhambuzinha, pomba do ar o que passasse vivo na moita.
Mas nada retiravam de ninguém.
E alguma coisa mais do segurança familiar se estivessem os filhos matriculados e frequentes nas aulas.
Galinha era prato fino de tanta pobreza. A escola era quase uma légua, as crianças estudavam.
Contam hoje sobre eles que os meninos cresceram, estão rapazezinhos e já ajudam os pais na lida, havia só uma menina que dizia que quando crescesse iria ser professora.
A vó morreu ali, teve muito choro e visita no velório. Tudo era motivo pra rir e chorar e se encontrar para o tereré, a pinga, o café e pitando um paiero de fumo de rolo cortado com canivete coqueiro bem afiado na pedra.
Todo eles tinham que ter uma faca peixeira boa na bainha ou um facão e tinha que ter a da dona da casa e do homem do mato.
(Eu guardo a minha, e meu facão meio enferrujado que a gente vai pegado esses bons costumes). Ai de quem mexer!
Da vizinhança, vinha às vezes, a rapadura, o melado de cana, o leitinho caipira, o queijo fresco, um pedaço de porco, uma carninha, umas frutas do pomar e algumas coisas a mais que pudesse dar naquele areal que tem mais saibro que areia agora.
Ah o fumo de corda… uns mascavam, outros usavam pra mordida de bicho curtido no álcool, marimbondo, vespa, abelha ou ferrão de peixe bagre. Mas daqueles confins ninguém queria sair. No mato a gente vê de tudo.
Sempre tínhamos que ir com alguma coisa, que fé eles tinham até demais, e era uma coisa grande no areeiro Nossa Senhora Aparecida, que até hoje eles estão por lá. Ninguém arranca aqueles Flor daquela terra. Ô povinho cordial!

Maria Delmond